Prevalência da síndrome de Burnout em professores de Ciências e Biologia em escolas públicas da microrregião de Pires do Rio, GO

Nandara de Oliveira Gonçalves, Dieferson da Costa Estrela

Resumo


O cenário escolar contemporâneo é marcado por uma dinâmica acelerada de atividades e mudanças no papel dos professores, que associada a uma constante sobrecarga de trabalho pode favorecer o aparecimento de patologias ligadas ao desgaste e esgotamento físico como a Ansiedade, Depressão e a Síndrome de Burnout. Diante disso, o presente estudo teve por objetivo avaliar a prevalência da Síndrome de Burnout entre professores atuantes no ensino de Ciências e Biologia em escolas públicas na microrregião de Pires do Rio, Goiás. Com este intuito 17 docentes atuantes na microrregião responderam a um questionário investigativo composto por 16 questões sobre a jornada de trabalho e alguns pontos de vista dos docentes em relação a algumas condições estruturais e sociais encontradas no ambiente de trabalho. Dentre os participantes a maioria 82,35% é do sexo feminino, sendo 76,47% casados e em média exercem uma grande carga horária de 46,70 (±13,76) horas/aula semanais no ensino de Ciências (58,82%), Biologia (29,41%) ou ambos (11,76%). Os participantes apresentam formação em Ciências Biológicas (58,82%), Química (5,88%) ou em áreas distintas à de atuação (Matemática, História, Letras e Zootecnia). A maioria dos participantes apresenta o título de especialista (82,35%), contudo, apenas um docente possui especialização na área de Ciências ou Biologia. Em relação à síndrome de Burnout 88,23% dos participantes apresentam indicativo de estarem em alguma fase da síndrome. Esta elevada prevalência associada à alta carga horária de trabalho e condições desgastantes de trabalho relatadas pelos participantes, sinalizam uma condição preocupante de trabalho na microrregião de Pires do Rio. Por fim, observa-se uma necessidade urgente de mudanças organizacionais e reduções da jornada de trabalho, a fim de evitar o agravamento da condição dos docentes que estão em alguma fase da síndrome e evitar que outros a desenvolvam.

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DOI: http://dx.doi.org/10.33837/msj.v1i10.608

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