QUALIDADE PÓS-COLHEITA DE MARACUJÁ SILVESTRE ‘BRS PÉROLA DO CERRADO’ SUBMETIDOS AO CLORETO DE CÁLCIO

Igor Leonardo Vespucci, Deyner Damas Aguiar Silva, Raquel Cintra de Faria, André José de Campos, Milanna Paula Cabral Nunes

Resumo


O objetivo do trabalho foi avaliar as diferentes concentrações de cloreto de cálcio visando maior vida pós-colheita do maracujá ‘BRS Pérola do Cerrado’. O experimento foi em delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições, em esquema fatorial 5x8, sendo cinco concentrações de cloreto de cálcio (0 % CaCl2, imerso em água destilada; 1% CaCl2; 2% CaCl2; 3% CaCl2; e 4% CaCl2) e oito dias de análises (0, 3, 6, 9, 12, 15, 18 e 21 dias). Foram avaliados: firmeza de casca, acidez titulável, luminosidade, ° Hue e Croma. Os dados obtidos das variáveis analisadas foram submetidos à análise de variância (P≤0,05), quando significativos, foi realizado o teste de comparação de médias Tukey a 5% de probabilidade e análise de regressão. Nas condições em que o experimento foi realizado, a submissão do maracujá silvestre ‘BRS Pérola do Cerrado’ ao tratamento pós-colheita com cloreto de cálcio não influenciou significativamente em nenhuma das variáveis em estudo.

Palavras-chave


Armazenamento, embalagens, imersão, Passiflora setacea.

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DOI: http://dx.doi.org/10.33837/msj.v2i1.982

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