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Inovação

IF Goiano cria de plano de ação para fortalecer parcerias e pesquisas

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Profissional especializada apresentou diagnóstico e apresentou formas de se investir na chamada inovação de valor, com foco em transferência de tecnologia, conexão com empresas e fortalecimento da cultura inovadora.

  • Publicado: Sexta, 15 de Mai de 2026, 15h33
  • Última atualização em Sexta, 15 de Mai de 2026, 16h41
  • Acessos: 44
“Busquem a agência, estejam próximos dela, esse é o melhor conselho”, orienta a gestora Patrícia Gestic
“Busquem a agência, estejam próximos dela, esse é o melhor conselho”, orienta a gestora Patrícia Gestic

Sempre que se fala nos Institutos Federais, vêm à mente a tríade Ensino, Pesquisa e Extensão como partes fundantes e indissociáveis que os formam. Está na lei de criação dessas autarquias. Contudo, desde a criação do Marco Legal (Lei nº 13.243/2016 e Decreto nº 9.283/2018), o estímulo à inovação passa a ser uma nova responsabilidade. Um país que investe na área tende a transformar sua estrutura econômica e social, gerando crescimento sustentável, aumento de competitividade e melhoria na qualidade de vida.

Mas qual é a inovação que agrega valor ao pesquisador e à Instituição? Segundo a diretora executiva da empresa Intelligence for Innovation Consulting Patrícia Leal Gestic, é aquela que transforma conhecimento acadêmico em solução aplicável. Dessa maneira, torna-se fundamental que o IF Goiano se organize de modo que consiga atrair cada vez mais empresas interessadas em tecnologias para seu entorno, assim como os profissionais busquem o suporte da Agência de Inovação.

Esse setor, juntamente com o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) são o elo que vai orientar e ser ponte entre o chão da escola e a iniciativa privada. Eles gerenciam a política de inovação, a propriedade intelectual e a transferência de tecnologia do IF Goiano. Com isso, fomentam na Instituição a cultura empreendedora, as parcerias público-privadas e protege as criações tecnológicas.

Para alavancar a inovação no IF Goiano, Patrícia fez um trabalho de diagnóstico e análise junto à equipe, até chegarem a um plano de ação para ser implementado no período de um ano. Nesta quinta-feira, 14, ela apresentou a gestores e interessados no tema uma palestra sobre o assunto.  O evento foi transmitido pelo Google Meet para cerca de 40 profissionais de diversos campi. Participaram também gestores e servidores da Reitoria.

Evento foi realizado na Reitoria, com transmissão on-line para cerca de 40 pessoas de diversos campi

 

Na ocasião, a profissional afirmou que o Instituto tem excelente estrutura, com tudo o que é necessário para desenvolver o ecossistema de inovação, como Centros de Excelência e até polo Embrapii. “A potência existe, mas falta conversão”, resume. Entre os pontos a serem melhorados estão o incremento do Portfólio de Inovações da Instituição e, também, da Plataforma Integra, que precisam estar completos e com linguagem adequada para acesso pelas empresas.

Segundo ela, é interessante, ainda, que a inovação siga como elemento transversal nos grandes eventos e no currículo, e não apenas como um nicho isolado. Por fim, Patrícia sugeriu que o Instituto invista na coleta e divulgação de indicadores de impacto, como a empregabilidade dos estudantes e que, também, todos os profissionais se conectem a redes sociais nas quais as empresas estão sempre de olho, como o Linkedin.

Para pesquisadores que se interessam pela inovação, a dica adicional da consultora é olhar para o projeto de pesquisa sempre pensando em quem irá se beneficiar dele. Além disso, propor estudos que deem continuidade a pesquisas anteriores, o que pode aumentar o nível de maturidade da tecnologia, o chamado TRL. Trata-se de uma escala de 1 a 9 criada pela Nasa para medir o grau de desenvolvimento de uma tecnologia, da pesquisa básica à comercialização. “Busquem a agência, estejam próximos dela, esse é o melhor conselho”, orienta.

Sobre a palestrante - Patrícia Gestic é uma das principais referências nacionais em inteligência para inovação, propriedade intelectual, transferência de tecnologia e parcerias público-privadas. Reúne mais de 25 anos de experiência junto a empresas, Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), NITs, centros de pesquisa e governo, com trajetória de destaque na Unicamp, no grupo Vale e na construção da Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual em projeto da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra. 

 

Diretoria de Comunicação Social

 

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