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EVENTO

FLIG 2026 termina com público diverso e a certeza de que o livro segue vivo

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II Feira Literária de Goiás chegou ao fim depois de três dias de programação que deu espaço à literatura, à cultura e à arte goiana.

  • Publicado: Sexta, 04 de Setembro de 2026, 18h53
  • Última atualização em Sexta, 04 de Setembro de 2026, 18h59
  • Acessos: 73

Assim estava o público durante a entrevista com a Aline Bei: atento, encantado e sem perder uma palavra sequer.

 

Se uma imagem resume esta edição, é a do Teatro Yguá, no Centro Cultural Martim Cererê, completamente lotado, com gente sentada no chão, na noite de abertura, para ouvir a escritora Aline Bei. A cena se repetiu, em menor ou maior grau, em várias mesas e apresentações ao longo dos três dias: um público diverso, formado por crianças, estudantes, adolescentes, professores, pesquisadores, curiosos e entusiastas da leitura, dividindo o mesmo espaço em torno dos livros.

Ao longo dos três dias, a programação passeou por temas que muito dizem sobre o momento atual da literatura e da sociedade: diversidade e representatividade nos quadrinhos, formação leitora e clubes do livro, poesia de resistência, romance histórico escrito por mulheres, políticas públicas de leitura, o papel das bibliotecas, literatura no mundo digital e, também, os desafios da autoria em tempos de inteligência artificial. Cada mesa funcionou como um convite à troca: autores, pesquisadores e público dividindo experiências, dúvidas e descobertas sobre o universo literário.

A feira também foi vitrine para autores e autoras goianas e brasileiras divulgarem seu trabalho. Foram vários os lançamentos e apresentações de livros ao longo da programação, movimentando o Cantinho do Autor e as mesas de debate, e reforçando o propósito da FLIG de dar visibilidade à produção literária de Goiás.

Evento se consolida no cenário goiano 

Para a professora Roseli Rocha, presidente da FLIG, esta segunda edição confirmou o tamanho da relevância que a feira já conquistou. "Superamos as expectativas. A FLIG tem furado bolhas e chegado a lugares que a gente nem imaginava alcançar, e isso só reforça o quanto Goiás precisava de um espaço para valorizar a nossa literatura, a nossa cultura e a nossa arte", afirma.

Segundo Roseli, o propósito da feira vai além da programação de três dias: "Nosso objetivo sempre foi dar publicidade às autorias e às produções goianas, celebrar a leitura e aproximar a universidade, a escola e a comunidade. E ver tantos estudantes circulando pela feira, se aproximando dos livros e dos autores, é a prova de que estamos no caminho certo."

"Tudo pulsa como expressão artística e como acontecimento cultural"

Um dos responsáveis pela programação de teatro desta edição, com a presença dos espetáculos Medea e Chão de Gis: Ecos de um poço sem fundo, o professor Aires Francisco de Oliveira, da Universidade Federal de Jataí (UFJ), ator e integrante da comissão organizadora da FLIG desde a primeira edição, destaca o papel da arte e da cultura na construção da feira.

"A 2ª FLIG, Feira Literária de Goiás, reafirma a força da arte e da cultura como elementos fundamentais de encontro, formação, expressão e transformação. Em sua programação, o teatro, a música, as performances e tantas outras manifestações artísticas dialogam diretamente com a literatura, ampliando sentidos, provocando experiências e aproximando diferentes públicos", afirma. Para ele, mais do que atividades complementares, essas linguagens "constituem parte essencial da própria Feira, fazendo da FLIG um espaço vivo de circulação de ideias, sensibilidades, histórias e modos diversos de compreender e habitar o mundo".

Aires também reflete sobre o quanto arte, cultura e literatura se confundem dentro da programação da FLIG. "Talvez nem seja possível, ou necessário, separar aquilo que, dentro da FLIG, pertence especificamente à arte e à cultura, porque, na 2ª edição da Feira, tudo pulsa como expressão artística e como acontecimento cultural", diz. Segundo ele, "cada livro lançado, cada palavra compartilhada, cada cena apresentada, cada música executada e cada corpo em performance" contribuem para "esse verdadeiro efervescer cultural que mobiliza artistas, escritores, estudantes, universidades, instituições e comunidades". A FLIG se consolida, assim, em suas palavras, "como um importante território de celebração da diversidade e da produção cultural de Goiás, mostrando a potência de um Estado que escreve, canta, representa, cria, pesquisa e transforma sua própria história por meio da arte".

 

O espetáculo "Chão de Gis: Ecos de um poço sem fundo" encerrou a programação teatral da FLIG 2026 com muita intensidade no palco.

 

Com a realização de sua segunda edição, a FLIG segue como uma iniciativa das instituições de ensino de Goiás voltada à valorização da literatura e da cultura goiana, reunindo editoras, autores e comunidade em torno desse propósito. A expectativa agora é pela continuidade do projeto nos próximos anos.

Para Roseli Rocha, o resultado desta edição reforça um propósito maior. "O livro segue vivo, e continua sendo capaz de reunir gerações inteiras em torno de uma boa história. É isso que a FLIG representa", conclui.

 

Diretoria de Comunicação Social 

Fotos: CriaLab UEG 

 

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