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DIVERSIDADE

Visibilidade trans no ambiente acadêmico: ser, resistir e ocupar espaços

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Publicado: Segunda, 31 de Março de 2025, 16h13 | Última atualização em Segunda, 31 de Março de 2025, 16h50 | Acessos: 262

Estudante e professor trans relatam desafios, conquistas e a importância de espaços de acolhimento - como o Nepeds.

 

Professor Karolino e o estudante Noah falam sobre a importância do respeito e da promoção da inclusão nos ambientes escolares. 

 

A visibilidade trans vai além de uma data no calendário. É sobre reconhecimento, respeito e o direito de existir plenamente em todos os espaços, incluindo o ambiente acadêmico. Celebrado em 31 de março, o Dia Internacional da Visibilidade Trans é um momento de reflexão sobre os desafios enfrentados por essa comunidade e sobre como instituições de ensino podem contribuir para a inclusão. O Instituto Federal Goiano considera essencial discutir essa pauta e fortalecer iniciativas que garantam um ambiente mais acolhedor para todas as pessoas.

Noah Gonçalves dos Santos, estudante do campus Posse do IF Goiano, é um garoto trans que se sente acolhido no local que estuda. Para ele, o IF Goiano é a instituição mais inclusiva da cidade, um espaço onde se consegue ser quem realmente é. Ainda assim, sua trajetória não foi isenta de desafios. "Os colegas foram resistentes no começo e havia em mim um medo constante de não ser respeitado", relata. A insegurança inicial, no entanto, deu lugar a um sentimento de pertencimento, impulsionado pelo apoio de funcionários e professores acolhedores. 

Sobre um ambiente acadêmico ideal, Noah é direto: "O mais acolhedor seria aquele onde podemos ser quem somos sem precisar reforçar o tempo inteiro que somos trans. O respeito está em nos deixar viver nossa identidade sem constrangimentos". Para ele, aliados têm um papel crucial, principalmente ao corrigirem o uso equivocado de pronomes, pois nem sempre a pessoa trans se sente confortável para fazê-lo.

O professor Karolino Torres Quintanilha, que atua no campus Campos Belos, também compartilhou sua trajetória, marcada por desafios e superações. Desde a dificuldade para a retificação de nome até barreiras no acesso à saúde, ele enfatiza que a luta por direitos ainda é intensa. "Hoje temos algumas facilidades, mas há muito a conquistar. Esse dia é uma oportunidade para reflexão e ação", destaca.

No ambiente acadêmico, Karolino observa avanços, mas reconhece que a discriminação e o preconceito ainda existem. "A falta de compreensão cria barreiras para que pessoas trans acessem e permaneçam nas instituições de ensino. Entretanto, vejo esforços para promover a inclusão, como o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Diversidade e Sustentabilidade (Nepeds), onde eu também atuo, que atende essa demanda no IF Goiano", pontua. Ele convida a comunidade acadêmica que quer entender sobre diversidade e aprender sobre gênero e sexualidade a procurar o Nepeds de seu campus. 

Karolino também ressalta o papel essencial dos professores cisgêneros na construção de um espaço mais seguro e inclusivo. "Usar os nomes e pronomes corretos, evitar linguagem discriminatória e abrir espaço para discussões sobre gênero são atitudes fundamentais", reforça. Para Karolino, sua presença como professor trans na instituição é uma forma de inspirar alunos e promover empatia e compreensão sobre as questões de gênero.

A criação de espaços de acolhimento, o incentivo a debates sobre diversidade e a ampliação de políticas voltadas para estudantes trans são passos fundamentais para garantir um ambiente acadêmico mais seguro e respeitoso. É necessário que alunos, professores e funcionários se comprometam a combater a transfobia e a promover uma convivência mais justa e igualitária. Noah encerra seu relato com um sonho: "Quero ser professor de História e poder inspirar outras pessoas trans. Mas meu maior desejo é simplesmente viver, existir e ocupar o espaço que me pertence". Seu depoimento, assim como o de Karolino, reforça a importância da visibilidade trans e da luta contínua por direitos e respeito. 

Sobre o Nepeds - Ele foi instituído em 2018 como um setor propositivo e consultivo, com o objetivo de estimular e promover ações de ensino, pesquisa e extensão voltadas para a diversidade sexual e de gênero. O núcleo busca garantir que essas temáticas sejam debatidas dentro da instituição e na comunidade externa, contribuindo para um ambiente acadêmico mais inclusivo e acolhedor. Além disso, o Nepeds trabalha na formulação de políticas que assegurem a equidade de gênero, a produção de materiais educativos e a realização de eventos e pesquisas voltados para a diversidade.

 

Diretoria de Comunicação Social

 

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