Editora IF Goiano participa de evento na UFBA e debate leitura e escrita em tempos de Inteligência Artificial
Encontro reuniu editores de diferentes regiões do país. Instituto apresentou ações de fortalecimento editorial e destacou a marca de mais de 80 mil downloads de obras publicadas.
A Editora IF Goiano participou da 38ª Reunião Anual da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU) e do 8º Seminário Brasileiro de Edição Universitária e Acadêmica, realizados de terça, 12, a sexta-feira, 15 de maio, na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. O encontro reuniu editores de diferentes regiões do país para discutir os desafios contemporâneos da edição acadêmica, com foco no tema “Novos modos de ler: o futuro da edição universitária”.
Representaram o IF Goiano no evento a coordenadora editorial da Editora IF Goiano, Sarah Bertolli, e a assessora técnica Daiane Silva. A programação incluiu conferências, rodas de conversa e reuniões regionais voltadas ao fortalecimento das editoras universitárias brasileiras e à troca de experiências sobre políticas editoriais, acesso aberto, inteligência artificial e democratização do conhecimento.
A conferência de abertura, ministrada pelo professor André Lemos, provocou reflexões sobre os impactos da Inteligência Artificial e da automação nos processos de leitura e escrita. Durante a palestra, o pesquisador discutiu como a IA reorganiza o mundo em dados disponíveis e tende a oferecer respostas automatizadas e absolutas, o que exige, segundo ele, uma postura crítica diante das tecnologias emergentes.
A fala destacou a leitura e a escrita como práticas de resistência à automação excessiva. Em suas reflexões, André Lemos argumentou que a leitura possui um papel disruptivo e cognitivo fundamental, pois possibilita criar conexões, ampliar repertórios, questionar e produzir pensamento dialógico. Já a escrita, segundo o conferencista, continua sendo um espaço de formulação de problemas, divergências e construção humana do pensamento, mesmo em um contexto marcado pelo avanço acelerado da inteligência artificial.
Outro ponto debatido foi o risco do automatismo nas relações humanas e intelectuais. O pesquisador observou que a automação tende a estabilizar ações e respostas, enquanto o pensamento crítico nasce justamente das rupturas, dos questionamentos e das experiências humanas que escapam à lógica puramente mecanizada.
Além da programação acadêmica, ocorreu a reunião da regional CentroOeste da ABEU, momento em que editoras universitárias da região compartilharam experiências exitosas e desafios enfrentados na gestão editorial. Durante o encontro, Sarah Bertolli apresentou ações desenvolvidas pela Editora IF Goiano, entre elas a participação das editoras acadêmicas de Goiás da Feira Literária de Goiás (FLIG), o fortalecimento do evento Chá Editorial (que em 2026 fará sua quarta edição), o fomento e o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estadod de Goiás (Fapeg) a partir de um projeto de consolidação da Editora e os indicadores de acesso das obras publicadas pela Editora, que já ultrapassam 80 mil downloads.
A coordenadora também destacou os desafios da rotina editorial desenvolvida por uma equipe reduzida, evidenciando a necessidade de criatividade, planejamento estratégico e trabalho colaborativo para garantir a continuidade das ações de democratização do conhecimento científico e literário. A participação da Editora IF Goiano na reunião da ABEU reforçou o compromisso institucional com a circulação qualificada da produção acadêmica, o fortalecimento das redes de cooperação entre editoras universitárias e a reflexão crítica sobre os caminhos da leitura, da escrita e da ciência em tempos de transformação tecnológica.
Texto: Editora IF Goiano
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